terça-feira, 2 de abril de 2013

12:27 a.m.



Sentadas - ou quase deitadas uma na outra, acarinhava-se entre cabelos soltos e pés descalços num banco de jardim excessivamente pálido e gasto.

O sol brilhava nos olhos dela.

- Lis, o que é o infinito? Perguntei.

Ela riu. O seu riso acariciava o meu rosto. Ela sabia que estava prestes a encorajar uma pergunta tola. Imperguntável.

Assoprou um dente-de-leão.
Trancou o coração às pressas. Protegeu-se das borboletas no estômago. E respondeu com toda a certeza que poderia ter.

- É o seu amor por mim! 

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