Sentadas - ou quase deitadas uma na outra, acarinhava-se
entre cabelos soltos e pés descalços num banco de jardim excessivamente pálido
e gasto.
O sol brilhava nos olhos dela.
- Lis, o que é o infinito? Perguntei.
Ela riu. O seu riso
acariciava o meu rosto. Ela sabia que estava prestes a encorajar uma
pergunta tola. Imperguntável.
Assoprou um dente-de-leão.
Trancou o coração às pressas. Protegeu-se das borboletas
no estômago. E respondeu com toda a certeza que poderia ter.
- É o seu amor por mim!

Muito bom!!!
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